No dia 12/10/2026, feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, a B3 opera com liquidez reduzida e abertura fina após o pregão de 09/10/2026. Os dados de referência mostram o Ibovespa a 209.067 pontos e o dólar PTAX em R$ 4,989 na venda. O desempenho recente reflete otimismo com pesquisas eleitorais e alívio parcial no petróleo, mas a inflação acima do esperado e o cenário externo pedem cautela contínua.
| Indicador | Data de referência | Valor | Fonte |
|---|---|---|---|
| Ibovespa | 09/10/2026 17:22 | 209.067 pontos | MSN Finance (cotação de mercado) |
| Dólar PTAX — compra | 09/10/2026 13:07 | R$ 4,99 | Banco Central do Brasil — PTAX |
| Dólar PTAX — venda | 09/10/2026 13:07 | R$ 4,99 | Banco Central do Brasil — PTAX |
Desempenho do Ibovespa no fechamento de referência
Em 09/10/2026, o Ibovespa fechou em alta de 1,38%, aos 209.067 pontos, renovando o recorde histórico de fechamento e intradiário, com máxima em 209.713 pontos. O giro financeiro superou R$ 39 bilhões. O índice acumulou ganho semanal de 8,82%, o maior desde março de 2020 segundo levantamentos de mercado.
A valorização ocorreu em meio a maior otimismo com o segundo turno presidencial. Pesquisas divulgadas na véspera e no próprio dia indicaram vantagem para Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva. Setores como bancos, Petrobras e small caps lideraram os ganhos. O movimento se alinha também ao apetite por ativos emergentes no exterior.
Cotação do dólar e variação cambial
O dólar PTAX do Banco Central em 09/10/2026 registrou compra a R$ 4,9886 e venda a R$ 4,9892, queda de cerca de 0,45% ante o dia anterior. O câmbio comercial à vista fechou abaixo de R$ 5 pela segunda sessão seguida, com desvalorização semanal acumulada de aproximadamente 4,4%.
A queda da moeda americana reflete maior disposição ao risco entre investidores, impulsionada pelo cenário político doméstico e valorização de moedas emergentes. O índice DXY, que mede o dólar contra cesta de divisas fortes, apresentou variação modesta no dia.
Contexto econômico brasileiro recente
O IPCA de setembro subiu 0,82% no mês, acima das expectativas, acumulando 4,58% em 12 meses. O resultado foi influenciado por habitação e transportes. Apesar da surpresa inflacionária, o mercado manteve foco principal no ciclo eleitoral e nas expectativas de ajuste fiscal futuro.
A balança comercial de setembro registrou superávit de US$ 7,74 bilhões, com exportações em alta. Exportações totais em outubro bateram recorde histórico, apesar de queda nas vendas para os Estados Unidos por tarifas. A diversificação para Ásia e Europa compensou parcialmente o impacto.
Influências do cenário internacional
No exterior, o petróleo Brent permaneceu acima de US$ 100 por barril, com oscilações ligadas a tensões geopolíticas no Oriente Médio e ataques reportados. Parte do prêmio de guerra foi devolvido, aliviando temporariamente pressões inflacionárias globais. Bolsas americanas e europeias operaram em alta no período.
O alívio nos preços da commodity contribuiu para o humor positivo em mercados emergentes. No entanto, a trajetória futura do petróleo e decisões de juros em economias centrais permanecem como variáveis relevantes para fluxos de capital.
Sinais que merecem acompanhamento
O feriado de 12/10/2026 resulta em menor volume e abertura fina na B3, exigindo atenção redobrada a eventuais gaps ou reações em 13/10/2026. Pesquisas eleitorais do segundo turno, divulgação do Relatório Focus e dados de serviços e varejo merecem monitoramento próximo.
No plano externo, evolução do petróleo, decisões de bancos centrais e desempenho de moedas emergentes podem influenciar o câmbio e a bolsa. Riscos incluem volatilidade política doméstica, surpresas inflacionárias adicionais e mudanças abruptas no apetite global por risco.