No pregão de 22/10/2026, o Ibovespa encerrou em baixa, aos 204.120 pontos conforme dados de referência das 17h10, enquanto o dólar comercial PTAX do Banco Central registrou compra a R$ 5,0377 e venda a R$ 5,0383 às 13h12. O movimento ocorreu em dia de maior aversão a risco no Brasil, influenciado por expectativas em torno do segundo turno presidencial marcado para 25/10/2026 e por fatores globais como a alta do petróleo e resultados de empresas de tecnologia nos Estados Unidos.

Dados atuais de referência — 22/10/2026 17:35
IndicadorData de referênciaValorFonte
Ibovespa22/10/2026 17:10204.120 pontosMSN Finance (cotação de mercado)
Dólar PTAX — compra22/10/2026 13:12R$ 5,04Banco Central do Brasil — PTAX
Dólar PTAX — venda22/10/2026 13:12R$ 5,04Banco Central do Brasil — PTAX

Desempenho do Ibovespa no encerramento

O principal índice da B3 fechou o dia em queda, alinhado com o viés observado em boa parte da sessão. Dados de referência das 17h10 apontam para 204.120 pontos, após abertura em torno de 206.492 pontos. O volume negociado ficou próximo de R$ 39,5 bilhões, conforme relatos de mercado.

A variação negativa ocorreu em meio a realizações de lucros após altas recentes e à postura mais cautelosa dos investidores diante de eventos políticos domésticos. Setores como mineração e energia contribuíram para o resultado, com destaque para pressões pontuais em papéis de commodities.

Cotação do dólar e PTAX

O dólar comercial registrou alta modesta no dia, com a PTAX de venda em R$ 5,0383. A taxa de compra ficou em R$ 5,0377, segundo o Banco Central do Brasil. A referência horária é das 13h12, anterior ao fechamento completo do mercado à vista.

O movimento da moeda americana acompanhou a demanda por proteção em dia de incerteza política, sem alterações abruptas no fluxo cambial. A cotação se manteve próxima de níveis observados em pregões anteriores, refletindo equilíbrio entre fatores internos e externos.

Cenário eleitoral e pesquisas

A proximidade do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva concentrou as atenções do mercado. Levantamentos recentes, como o da Quaest, indicaram disputa numericamente apertada, o que contribuiu para maior volatilidade nos ativos brasileiros.

A divulgação de nova pesquisa Datafolha prevista para a noite de 22/10/2026 adicionou camada extra de expectativa. Investidores monitoram eventuais impactos em expectativas fiscais e de política econômica após o pleito.

Fatores externos e commodities

No exterior, o petróleo Brent superou US$ 112 por barril em meio a tensões no Oriente Médio, influenciando papéis ligados ao setor no Brasil. Bolsas americanas operaram com volatilidade, com perdas acentuadas em tecnologia após balanços de empresas como Meta e Tesla.

O Federal Reserve deve manter os juros inalterados na reunião de 28/10/2026, segundo projeções de mercado, com apostas concentradas em possível ajuste em dezembro. O cenário global de aversão a risco reforçou a postura defensiva dos investidores locais.

Arrecadação federal e balanços corporativos

A Receita Federal divulgou arrecadação recorde para setembro, com alta real de 5,62% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando R$ 239,384 bilhões. O resultado foi destacado como o melhor da série histórica iniciada em 1995.

A temporada de balanços do terceiro trimestre teve início, com resultados mistos em setores como financeiro e industrial. Empresas como WEG e bancos divulgaram números que foram acompanhados de perto pelo mercado, sem alterar o viés geral de cautela.

Sinais que merecem acompanhamento

Os próximos dias concentram atenção em novas pesquisas eleitorais, evolução do preço do petróleo e sinais do Federal Reserve. Balanços corporativos adicionais e dados de fluxo estrangeiro também podem influenciar a direção dos ativos.

Riscos incluem volatilidade cambial caso o cenário político se torne mais incerto e pressões inflacionárias globais derivadas de commodities. O mercado segue sem certezas sobre desdobramentos, priorizando observação de indicadores e eventos programados.

Fontes consultadas