Na publicação de 02/11/2026, o Radar Bolsa analisa o desempenho do Ibovespa e do dólar no fechamento de 30/10/2026, data de referência dos dados do snapshot, sob o ângulo de fluxo e liquidez. Os ativos refletiram o ambiente de reprecificação de riscos após as eleições presidenciais, com volumes e movimentos de capitais indicando ajustes significativos tanto no mercado acionário quanto no cambial.
| Indicador | Data de referência | Valor | Fonte |
|---|---|---|---|
| Ibovespa | 30/10/2026 17:18 | 167.922 pontos | MSN Finance (cotação de mercado) |
| Dólar PTAX — compra | 30/10/2026 13:04 | R$ 5,42 | Banco Central do Brasil — PTAX |
| Dólar PTAX — venda | 30/10/2026 13:04 | R$ 5,42 | Banco Central do Brasil — PTAX |
Desempenho do Ibovespa no pregão de 30/10/2026
O principal índice da B3 encerrou o dia em queda de 0,75%, aos 167.922 pontos, conforme dados de referência de 30/10/2026 17:18. Trata-se do quinto pregão consecutivo de baixa, em um contexto de maior aversão a risco entre investidores.
O volume financeiro registrado na sessão alcançou R$ 43,47 bilhões, influenciado pelo feriado prolongado na segunda-feira seguinte. O índice oscilou entre mínima de 167.008 pontos e máxima de 169.185 pontos ao longo do dia.
Cotação do dólar e referência PTAX
O dólar PTAX do Banco Central do Brasil, com dados de referência de 30/10/2026 13:04, registrou compra em 5,4206 e venda em 5,4212, exibidos como R$ 5,421. Essa taxa oficial serve como parâmetro para contratos e conversões contábeis.
No mercado à vista, a moeda americana mostrou volatilidade intradiária, com operadores relatando formação da Ptax de fim de mês e movimentos de contraparte por exportadores.
Fluxo cambial e liquidez no mercado de câmbio
Relatos de mercado indicam que exportadores aproveitaram a turbulência para internalizar dólares mantidos no exterior, contribuindo para a liquidez do segmento. O indicador dólar casado exibiu melhora, sinalizando possível redução no diferencial de taxas.
Dados preliminares do Banco Central sobre fluxo cambial até 23/10/2026 mostravam entrada líquida positiva no acumulado do mês, com destaque para o canal financeiro e comercial antes do segundo turno eleitoral.
Saídas de estrangeiros e comportamento de investidores na B3
Investidores estrangeiros registraram saída líquida relevante da B3 nos pregões pós-eleição, com destaque para o dia 26/10 quando o circuit breaker foi acionado. Pessoas físicas e outros agentes domésticos atuaram em sentido contrário em algumas sessões.
O cenário de incerteza fiscal e reprecificação de ativos influenciou o fluxo de capitais, com volumes elevados nos contratos futuros de dólar na B3.
Contexto externo e fatores de risco
No exterior, índices como o S&P 500 fecharam em baixa, pressionados por preocupações com custos de infraestrutura em tecnologia e inteligência artificial. O real figurou entre as moedas mais pressionadas em alguns pares emergentes.
Riscos incluem a continuidade da volatilidade cambial, definição de política fiscal no novo mandato e ajuste de horários de negociação na B3 a partir de 03/11/2026, em razão do término do horário de verão nos Estados Unidos. O feriado de Finados impediu operações em 02/11/2026.
Fontes consultadas
- Ibovespa encerra semana pós-eleição com perda de 18%; dólar vai a R$ 5,44
- Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
- Exportadores aproveitam turbulência no dólar para trazer recursos de volta ao Brasil
- Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008
- Fluxo cambial registra entrada de US$ 3,505 bi na semana até 23 de outubro