O mercado brasileiro encerrou o pregão de 03/11/2026 com o Ibovespa em queda acentuada, influenciado pela desvalorização das ações da Petrobras e pela deterioração das expectativas no Boletim Focus após o segundo turno eleitoral. A liquidez permaneceu elevada nos papéis de maior peso, com volume superior a R$ 4,7 bilhões apenas em PETR4 — ver dados atuais, enquanto ativos de menor capitalização exibiram movimentos de maior amplitude, porém com menor profundidade de negociações. A sessão marcou também a estreia do novo horário de fechamento da B3, estendido até as 18h para alinhamento com mercados internacionais.

Principais ativos do fechamento B3 - 03/11/2026 (data de referência dos dados)
TickerEmpresaFechamentoVariação (%)Volume (R$)Tipo
RCSL4 — ver dados atuaisRecrusul SA Pfd0,8236,67%4.553.050Ações
SEQL3 — ver dados atuaisSequoia Logistica e Transportes SA4,09-31,83%R$ 551,74Ações
PETR4 — ver dados atuaisPetroleo Brasileiro SA Pfd50,71-3,79%4.741.197.373Ações
FNAM11 — ver dados atuaisFundo de Investimento da Amazonia Cotas0,5410,20%337.699.800Fundos
SPTW11 — ver dados atuaisSP Downtown Fundo de Investimento Imobiliario - FII Cotas24,90-21,20%R$ 241,38Fundos
B1SX34Boston Scientific Corp Shs Unsponsored Brazilian Depositary Receipt Repr 0.25 Sh82,1443,50%R$ 336,28BDRs
C2OU34Coursera Inc Shs Unsponsored Brazilian Depositary Receipt Repr 0.5 Sh9,86-22,55%R$ 26,73BDRs

Maiores altas: amplitude em papéis de baixa liquidez

Entre as ações, RCSL4 — ver dados atuais liderou com alta de 36,67% a R$ 0,82, negociando mais de 5,5 milhões de papéis e volume de R$ 4,55 milhões. CRPG5 — ver dados atuais subiu 16,95% a R$ 8,90, mas com apenas 4,2 mil negócios e volume reduzido de R$ 37,4 mil, indicando menor liquidez. PMAM3 — ver dados atuais avançou 16,67% a R$ 0,28 em volume expressivo de 12,8 milhões de ações. AZUL3 ganhou 14,61% a R$ 12,00 com R$ 5,68 milhões negociados.

Nos FIIs, FNAM11 — ver dados atuais saltou 10,20% a R$ 0,54 em volume recorde de R$ 337,7 milhões e mais de 625 milhões de cotas, evidenciando forte interesse. PFIN11 — ver dados atuais subiu 5,23% a R$ 61,82, enquanto ETFs de cripto como ETHE11 — ver dados atuais e XETH11 registraram ganhos entre 4,35% e 4,36% com volumes moderados.

Em BDRs, B1SX34 disparou 43,50% a US$ 82,14, S1YK34 avançou 19,17% a US$ 95,00 e E2NP34 subiu 18,82% a US$ 6,63, todos com volumes abaixo de R$ 350 mil, típicos de ativos menos líquidos que amplificam oscilações.

Maiores baixas: tombo de SEQL3 e impacto em DASA3 e COGN3

SEQL3 — ver dados atuais despencou 31,83% a R$ 4,09 em 134,9 mil negócios e volume de R$ 551,7 mil. DASA3 — ver dados atuais recuou 16,44% a R$ 2,49 com volume de R$ 13,86 milhões. COGN3 — ver dados atuais caiu 12,66% a R$ 1,38 em volume robusto de R$ 140,7 milhões e mais de 101 milhões de papéis, refletindo possível pressão setorial no segmento educacional.

Entre FIIs, SPTW11 — ver dados atuais perdeu 21,20% a R$ 24,90, TGAR11 — ver dados atuais recuou 16,54% a R$ 33,65 com volume de R$ 11,22 milhões, e VGHF11 — ver dados atuais caiu 12,50% a R$ 4,20 em mais de 1,2 milhão de cotas.

Em BDRs, C2OU34 caiu 22,55% a US$ 9,86, C1DN34 recuou 20,29% a US$ 43,02 e S2GM34 perdeu 19,06% a US$ 10,15, com volumes variados que vão de R$ 26,7 mil a R$ 3,44 milhões.

Ativos mais negociados: concentração em Petrobras, bancos e ETFs de índice

PETR4 — ver dados atuais liderou o volume com R$ 4,74 bilhões em 93,5 milhões de negócios, fechando a R$ 50,71 (-3,79%). PETR3 — ver dados atuais negociou R$ 1,92 bilhão e ITUB4 — ver dados atuais R$ 1,67 bilhão. BBDC4 — ver dados atuais movimentou R$ 1,41 bilhão, VALE3 — ver dados atuais R$ 1,27 bilhão e B3SA3 R$ 1,14 bilhão. PRIO3 — ver dados atuais e WEGE3 — ver dados atuais completaram o ranking com volumes acima de R$ 900 milhões.

Nos FIIs, IBOV11 — ver dados atuais registrou volume superior a R$ 60 bilhões (provavelmente influenciado por estrutura de cotas ou ajustes), seguido por BPAC11 — ver dados atuais (R$ 1,44 bilhão) e BOVA11 — ver dados atuais (R$ 1,27 bilhão). FNAM11 — ver dados atuais apareceu com R$ 337,7 milhões.

Em BDRs, AMZO34 — ver dados atuais liderou com R$ 275,7 milhões, NVDC34 — ver dados atuais com R$ 156,6 milhões e XPBR31 — ver dados atuais com R$ 141,8 milhões, demonstrando interesse em tech e bancos internacionais.

Comparação de direção, amplitude e liquidez

A direção geral foi negativa para o índice, com blue chips como Petrobras e Vale puxando para baixo, contrastando com altas pontuais em small caps e FIIs de nicho. A amplitude foi maior nos losers e gainers de baixa liquidez (ex.: RCSL4 — ver dados atuais +36,67%, SEQL3 — ver dados atuais -31,83%), enquanto os mais negociados exibiram variações mais moderadas, entre -4,77% (PRIO3 — ver dados atuais) e +1,67% (WEGE3 — ver dados atuais).

Liquidez se concentrou em Petrobras, Itaú, Bradesco e ETFs de Ibovespa, com volumes bilionários, indicando participação de investidores institucionais. Ativos de FIIs e BDRs com menores volumes apresentaram maior volatilidade intraday, mas menor representatividade no índice.

O novo horário de fechamento da B3 (leilão até 18h) não alterou a formação de preços de forma evidente nesta estreia, mas ampliou o tempo de negociação em uma hora para sincronia com EUA.

Contexto macroeconômico e riscos potenciais

A piora no Boletim Focus elevou expectativas de inflação, juros e dólar, pressionando o mercado doméstico e contribuindo para a alta da moeda americana. O petróleo Brent em queda acima de 1% adicionou peso às petroleiras. Dados de referência dos dados: snapshot sem data especificada.

Riscos incluem volatilidade adicional em small caps e FIIs de baixa liquidez, possível continuidade de pressão setorial em educação e saúde, e sensibilidade a novos dados macro ou balanços do 3T26 previstos para os próximos dias. Movimentos em BDRs refletem também oscilações em mercados externos.

Fontes consultadas