O pregão de 25/08/2026 na B3 apresentou movimentos heterogêneos entre ações, fundos imobiliários (FIIs) e Brazilian Depositary Receipts (BDRs), com destaque para variações expressivas em papéis de menor liquidez e concentração de volume em ativos tradicionais. A análise compara ganhadores, perdedores e mais negociados, observando direção positiva predominante em varejo e saúde, negativa em petroquímica, e alta liquidez em Petrobras, Vale e bancos. Fontes de mercado apontam fluxo estrangeiro positivo recente, mas sem atribuição específica aos desempenhos individuais.

Principais ativos do fechamento de 25/08/2026 (dados de referência dos dados)
TickerEmpresaFechamento (R$)Variação (%)Volume (R$ milhões)Tipo
AZEV3 — ver dados atuaisAzevedo & Travassos SAR$ 12,7425,52%R$ 31,79 miAções
BRKM5 — ver dados atuaisBraskem S.A. Pfd AR$ 4,11-13,11%R$ 113,79 miAções
PETR4 — ver dados atuaisPetroleo Brasileiro SA PfdR$ 41,35-1,80%R$ 3,55 biAções
MFII11 — ver dados atuaisMerito Recebiveis Imobiliarios FIIR$ 35,7812,87%R$ 1,82 miFIIs
KNRE11 — ver dados atuaisKinea II Real Estate Equity FIIR$ 0,23-20,69%R$ 10.000,00FIIs
IBOV11 — ver dados atuaisIBOVESPA IBO/R$ 173.767,000,94%R$ 14,94 biFIIs
C2AC34CACI International IncR$ 4,1465,60%R$ 10.000,00BDRs
NVDC34 — ver dados atuaisNVIDIA CorporationR$ 22,822,42%R$ 139,17 miBDRs

Maiores altas em ações: amplitude elevada em papéis de menor capitalização

Entre as ações, AZEV3 — ver dados atuais registrou o maior avanço com fechamento a R$ 12,74 (+25,52%) e volume de R$ 31,79 milhões. ONCO11 subiu 21,21% para R$ 0,40, enquanto ONCO3 — ver dados atuais avançou 15,13% a R$ 1,75 com expressivo volume de R$ 111,59 milhões. LJQQ3 — ver dados atuais (+10,91% a R$ 1,22), PLPL3 — ver dados atuais (+9,56% a R$ 7,45), ANIM3 — ver dados atuais (+9,16% a R$ 2,74), MGLU3 — ver dados atuais (+9,13% a R$ 4,54) e GMAT3 — ver dados atuais (+7,91% a R$ 4,64) completam o grupo. A amplitude média superou 13% nesses papéis, indicando volatilidade superior à média do mercado.

Esses movimentos ocorreram em contexto de volumes negociados entre R$ 3,8 milhões e R$ 136,9 milhões, sugerindo interesse pontual possivelmente ligado a fatores específicos de cada empresa ou reações de curto prazo. Não há evidências de causalidade direta com eventos macroeconômicos divulgados nas últimas 48 horas.

Maiores baixas em ações: pressão concentrada em setores industriais

No lado oposto, PLAS3 — ver dados atuais liderou as perdas com queda de 16,25% a R$ 2,01, seguido por AVLL3 — ver dados atuais (-13,62% a R$ 7,36), PMAM3 — ver dados atuais (-13,33% a R$ 0,13), BRKM5 — ver dados atuais (-13,11% a R$ 4,11 com volume de R$ 113,79 milhões) e BRKM3 — ver dados atuais (-10,71% a R$ 3,50). CEDO4 — ver dados atuais (-10,83% a R$ 5,35), AZTE3 (-10,53% a R$ 1,36) e ABCB10 (-9,23% a R$ 23,59) também figuram entre as maiores desvalorizações. A amplitude média das baixas atingiu cerca de 12%, similar à das altas, porém com liquidez mais elevada em Braskem.

A direção negativa predominou em petroquímica e materiais, contrastando com o viés positivo em consumo e saúde. Riscos incluem volatilidade intraday e possível impacto em índices setoriais, sem confirmação de triggers específicos além de ajustes de mercado.

Ativos mais negociados em ações: liquidez elevada em blue chips

PETR4 — ver dados atuais liderou com volume de R$ 3,55 bilhões e 85,92 milhões de negociações, fechando a R$ 41,35 (-1,80%). VALE3 — ver dados atuais movimentou R$ 1,42 bilhão a R$ 78,70 (+2,04%), BBDC4 — ver dados atuais R$ 784,9 milhões a R$ 16,78 (+3,13%), ITUB4 — ver dados atuais R$ 720,0 milhões a R$ 39,44 (+1,83%) e BBAS3 — ver dados atuais R$ 690,8 milhões a R$ 19,57 (+5,22%). SBSP3 — ver dados atuais, AXIA3 e PETR3 — ver dados atuais completam o ranking com volumes acima de R$ 567 milhões. A liquidez nesses papéis superou em ordens de magnitude a dos gainers e losers de maior amplitude.

Comparativamente, a direção foi mista, com predominância de altas leves, enquanto amplitude permaneceu contida abaixo de 5%. Isso sugere maior estabilidade em ativos de alta capitalização, com consequências para a formação de preços e execução de ordens de grande porte.

FIIs: ganhos em recebíveis e logística, perdas em equity e volatilidade em ETFs

Nos FIIs, MFII11 — ver dados atuais subiu 12,87% a R$ 35,78, LSOP11 +9,00% a R$ 10,90 e CNES11 — ver dados atuais +6,72% a R$ 1,43. TRBL11 — ver dados atuais (+5,76% a R$ 47,52), BBIG11 — ver dados atuais (+5,17% a R$ 4,88) e WEB311 (+4,53% a R$ 15,68) também avançaram. No volume, IBOV11 — ver dados atuais movimentou R$ 14,94 bilhões, BOVA11 — ver dados atuais R$ 1,24 bilhão e BPAC11 — ver dados atuais R$ 752,3 milhões. ENGI11 — ver dados atuais apareceu tanto em ganhadores (+4,01%) quanto em volume.

Entre perdedores, KNRE11 — ver dados atuais caiu 20,69% a R$ 0,23, ZAGH11 — ver dados atuais -14,43% a R$ 6,82 e REME11 -10,09% a R$ 75,53. A amplitude foi maior nos FIIs de menor liquidez, com direção positiva em segmentos de recebíveis e logística. Riscos envolvem variações abruptas em cotas com baixa negociação diária.

BDRs: volatilidade extrema em papéis de baixa liquidez e concentração em tech

Em BDRs, C2AC34 saltou 65,60% a R$ 4,14, C1AB34 +17,24% a R$ 0,68 e M1RN34 +13,12% a R$ 40,95. S2EA34, A1MD34 e BURA39 — ver dados atuais também subiram acima de 4%. No volume, NVDC34 — ver dados atuais liderou com R$ 139,17 milhões, seguido por AURA33 — ver dados atuais (R$ 120,48 milhões) e TSLA34 — ver dados atuais (R$ 94,35 milhões). ROXO34 — ver dados atuais, MUTC34 — ver dados atuais, XPBR31 — ver dados atuais, MELI34 — ver dados atuais e JBSS32 completam os mais negociados.

Perdedores incluíram R2HH34 (-16,54% a R$ 12,36), INTU34 — ver dados atuais (-12,54% a R$ 38,00) e ARMT34 — ver dados atuais (-11,05% a R$ 165,01). A amplitude atingiu extremos acima de 60% em BDRs de baixa liquidez, contrastando com estabilidade relativa nos de maior volume. Consequências incluem maior exposição a gaps e menor previsibilidade de preços.

Contexto de mercado, comparação geral e riscos

De forma geral, a direção foi positiva em ações de consumo e saúde, negativa em petroquímica, com amplitude superior a 10% em papéis de baixa liquidez e contida abaixo de 5% nos mais negociados. FIIs e BDRs replicaram o padrão de maior volatilidade em ativos menos líquidos. A liquidez concentrou-se em blue chips como PETR4 — ver dados atuais e VALE3 — ver dados atuais, superando os volumes dos extremos de variação. Fontes indicam fluxo estrangeiro comprador em 21/08/2026, contexto de estabilidade no Ibovespa e dólar em torno de R$ 5,15.

Riscos incluem volatilidade decorrente de baixa liquidez em muitos gainers e losers, potencial impacto em índices e dificuldade de execução em volumes elevados. Não há certeza sobre relações causais entre eventos específicos e os movimentos observados, que podem refletir fatores múltiplos e não identificados nas últimas 48 horas.

Fontes consultadas