No fechamento da B3 na data de publicação 10/09/2026 18:30, o mercado brasileiro exibiu desempenho heterogêneo entre ações, fundos imobiliários (FIIs) e Brazilian Depositary Receipts (BDRs). A análise compara direção, amplitude das variações e liquidez medida por volume financeiro e número de negociações, destacando que ações concentraram os movimentos mais extremos, enquanto FIIs e BDRs mantiveram amplitude reduzida e volumes relativos menores.

Principais ativos por classe no fechamento - data de referência dos dados
ClasseTickerFechamento (R$)Variação (%)Volume (R$)
AçõesPMAM3 — ver dados atuaisR$ 0,90119,51%R$ 69.800.040,00
AçõesPLAS3 — ver dados atuaisR$ 2,24-13,85%R$ 16.576,00
AçõesPETR4 — ver dados atuaisR$ 49,121,45%R$ 2.159.108.896,00
FIIsSHPP11R$ 12,4014,60%R$ 84.902,80
FIIsIBOV11 — ver dados atuaisR$ 187.972,001,33%R$ 3.858.125.300,00
BDRsBIPZ39R$ 43,318,28%R$ 43.353,31
BDRsC1OO34R$ 28,14-21,62%R$ 38.889,48
BDRsMUTC34 — ver dados atuaisR$ 831,02-5,34%R$ 156.345.609,74

Maiores altas: ações em destaque com volatilidade elevada

Entre as ações, PMAM3 — ver dados atuais registrou a maior variação positiva de +119,51%, fechando a R$ 0,90 com volume de R$ 69.800.040,00 e 77.555.600 negociações. SEQL3 — ver dados atuais subiu 16,67% para R$ 0,07, e VSTE3 — ver dados atuais avançou 16,11% a R$ 2,45. Os dados indicam concentração de ganhos em papéis de menor preço e liquidez variável.

Em FIIs, SHPP11 liderou com +14,60% a R$ 12,40, seguido por VVCO11 — ver dados atuais (+11,36%) e RECD11 (+11,13%). As variações foram mais contidas que nas ações, com volumes abaixo de R$ 200 mil na maioria dos casos.

Nos BDRs, BIPZ39 subiu 8,28% para R$ 43,31, PAGS34 — ver dados atuais +5,65% a R$ 10,28 e INBR32 — ver dados atuais +4,33% a R$ 29,42. A amplitude foi inferior à observada em ações, refletindo menor sensibilidade a fatores domésticos específicos.

Maiores baixas: perdas concentradas em ações e dispersão em outras classes

Nas ações, PLAS3 — ver dados atuais liderou as perdas com -13,85% a R$ 2,24, seguido por CTAX3 (-11,59%) e FSRF11 — ver dados atuais (-11,11%). ONCO3 — ver dados atuais recuou 6,84% com volume relevante de R$ 12.832.570,00. A amplitude das quedas superou a das altas em várias classes, sinalizando pressão vendedora seletiva.

Em FIIs, PRAF11 caiu 5,38% a R$ 95,76, RARA11 -5,28% e SLVR11 -5,26%. As baixas foram mais uniformes, porém com volumes modestos, exceto RARA11 com R$ 771.302,28.

Nos BDRs, C1OO34 registrou a maior queda de -21,62% a R$ 28,14, H1RL34 -9,77% e BCPX39 — ver dados atuais -7,82%. A dispersão foi maior que em FIIs, mas volumes permaneceram abaixo dos observados em ações de alta liquidez.

Ativos mais negociados: liquidez dominante nas ações

O ranking de volume em ações foi liderado por PETR4 — ver dados atuais com R$ 2.159.108.896,00 e 43.955.800 negociações, seguido por VALE3 — ver dados atuais (R$ 1.624.680.640,00) e ITUB4 — ver dados atuais (R$ 1.508.761.100,00). B3SA3 apareceu com volume de R$ 1.474.694.768,00. A liquidez concentrou-se em blue chips.

Em FIIs, IBOV11 — ver dados atuais destacou-se com R$ 3.858.125.300,00, BOVA11 — ver dados atuais com R$ 723.477.303,34 e BPAC11 — ver dados atuais com R$ 665.947.425,00. Os volumes superaram os de FIIs de nicho, mas ficaram abaixo dos principais papéis acionários.

Nos BDRs, MUTC34 — ver dados atuais liderou com R$ 156.345.609,74, NVDC34 — ver dados atuais com R$ 138.717.602,10 e AURA33 — ver dados atuais com R$ 136.234.217,18. A liquidez foi inferior à de ações e FIIs principais, indicando menor participação relativa.

Comparação entre classes: amplitude, direção e liquidez

Ações apresentaram maior amplitude de variações (de +119,51% a -13,85%) e volumes mais elevados nos líderes de liquidez. FIIs e BDRs mantiveram oscilações abaixo de 15% na maioria dos casos, com liquidez concentrada em ETFs e papéis de alta negociação como IBOV11 — ver dados atuais e MUTC34 — ver dados atuais.

A direção geral foi mista, com ganhos predominantes em ações de baixa liquidez e perdas em alguns papéis de maior visibilidade. FIIs tenderam a variações positivas modestas nos ganhadores, enquanto BDRs mostraram equilíbrio entre altas e baixas.

Riscos incluem volatilidade em ativos de baixa liquidez, sensibilidade a fatores macroeconômicos e setoriais, além de possível impacto de notícias corporativas ou de mercado externo nas últimas 48 horas. Não há certeza sobre causalidade direta entre eventos e movimentos observados.