No dia 12 de outubro de 2026, a B3 permaneceu fechada em razão do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, com operações previstas para retomada em 13/10/2026. Os dados de referência do último pregão, em 09/10/2026, revelam um mercado com forte amplitude em alguns papéis de menor liquidez e concentração de volume em blue chips, em meio a sinais de otimismo eleitoral e ajustes em juros futuros observados nas sessões recentes.

Principais ativos por variação e volume (dados de referência 09/10/2026)
TickerFechamento (R$)Variação (%)Volume (R$ milhões)Segmento
AZEV3 — ver dados atuaisR$ 10,2742,84%R$ 27,17 miAções
MRVE3 — ver dados atuaisR$ 7,8221,62%R$ 267,73 miAções
MGLU3 — ver dados atuaisR$ 12,2219,22%R$ 948,89 miAções
PETR4 — ver dados atuaisR$ 56,000,94%R$ 2,79 biAções
ITUB4 — ver dados atuaisR$ 50,472,27%R$ 2,37 biAções
CXRI11 — ver dados atuaisR$ 73,967,63%R$ 300.000,00FIIs
IBOV11 — ver dados atuaisR$ 208.818,000,93%R$ 15,37 biFIIs
F1SL34R$ 14,5016,19%R$ 170.000,00BDRs
ROXO34 — ver dados atuaisR$ 13,282,63%R$ 237,31 miBDRs
C1AB34R$ 56,62-27,26%R$ 870.000,00BDRs

Maiores altas: amplitude elevada em papéis de menor liquidez

Entre as ações, AZEV3 — ver dados atuais registrou a maior variação positiva (+42,84%, fechamento R$ 10,27), seguida por WEST3 — ver dados atuais (+33,50%, R$ 5,50) e VIVR3 — ver dados atuais (+31,11%, R$ 2,36). Esses movimentos ocorreram com volumes moderados, indicando possível influência de fatores específicos ou baixa base de comparação.

MRVE3 — ver dados atuais (+21,62%, R$ 7,82) e LJQQ3 — ver dados atuais (+21,58%, R$ 2,93) também se destacaram, com MRVE3 — ver dados atuais apresentando volume expressivo de R$ 267,73 milhões. MGLU3 — ver dados atuais fechou em alta de 19,22% (R$ 12,22) com o maior volume entre os ganhadores, R$ 948,89 milhões.

Nos FIIs, CXRI11 — ver dados atuais liderou com +7,63% (R$ 73,96), enquanto HIGH11 — ver dados atuais e TGAR11 — ver dados atuais avançaram acima de 6%. Entre BDRs, F1SL34 (+16,19%, R$ 14,50) e M1RN34 (+13,57%, R$ 56,00) chamaram atenção, com AURA33 — ver dados atuais registrando volume relevante de R$ 201,58 milhões.

Maiores baixas: quedas concentradas em baixa liquidez

No lado negativo das ações, MAPT4 — ver dados atuais caiu 20% (R$ 2,00) com volume mínimo. AZUL97 e AZUL99 recuaram cerca de 15% cada, também com liquidez reduzida. AMBP3 — ver dados atuais (-6,25%, R$ 0,15) e VIVT3 — ver dados atuais (-5,25%, R$ 30,35) tiveram maior número de negociações entre os perdedores.

Nos FIIs, KNRE11 — ver dados atuais liderou as perdas (-13,64%, R$ 0,19) e FDES11 — ver dados atuais caiu 12,82% (R$ 0,34). Entre BDRs, C1AB34 despencou 27,26% (R$ 56,62) e VERZ34 — ver dados atuais recuou 14,10% (R$ 34,49), com volumes moderados.

A amplitude das variações negativas foi menor que a das positivas no segmento de ações, mas a baixa liquidez em vários casos sugere cautela na interpretação dos movimentos pontuais.

Ativos mais negociados: liquidez em blue chips e ETFs

O volume financeiro concentrou-se em ações tradicionais: PETR4 — ver dados atuais liderou com R$ 2,79 bilhões (variação +0,94%, R$ 56,00), seguido por ITUB4 — ver dados atuais (R$ 2,37 bilhões, +2,27%, R$ 50,47) e VALE3 — ver dados atuais (R$ 1,92 bilhão, +0,38%, R$ 67,90). BBDC4 — ver dados atuais e B3SA3 também superaram R$ 1,4 bilhão cada.

Nos FIIs, IBOV11 — ver dados atuais registrou volume superior a R$ 15,37 bilhões, refletindo interesse em índice amplo. SMAL11 — ver dados atuais e BOVA11 — ver dados atuais completaram o topo com volumes acima de R$ 1,5 bilhão. BPAC11 — ver dados atuais apareceu com R$ 1,23 bilhão.

Em BDRs, ROXO34 — ver dados atuais dominou com R$ 237,31 milhões (+2,63%, R$ 13,28), seguido por JBSS32 e INBR32 — ver dados atuais. AURA33 — ver dados atuais e XPBR31 — ver dados atuais também tiveram volumes relevantes acima de R$ 190 milhões.

Comparação entre segmentos: direção, amplitude e liquidez

Ações apresentaram maior amplitude de variações (ganhos acima de 40% e perdas de 20%), com liquidez elevada nos blue chips e dispersa nos papéis de menor capitalização. FIIs mostraram movimentos mais moderados, com ganhos até 7,6% e perdas em torno de 13%, volumes concentrados em ETFs de índice.

BDRs exibiram volatilidade intermediária, com destaques positivos acima de 16% e negativos acima de 27%, porém volumes geralmente inferiores aos de ações locais. A direção geral foi positiva em muitos ativos de maior liquidez, alinhada ao rali observado no Ibovespa na sessão de referência.

A liquidez geral permaneceu robusta nos principais papéis, enquanto ativos de baixa negociação amplificaram as variações percentuais, exigindo acompanhamento para distinguir ruído de tendências sustentáveis.

Sinais que merecem acompanhamento

O desempenho de MRVE3 — ver dados atuais e outros papéis do setor imobiliário/construção, combinado com volumes expressivos em PETR4 — ver dados atuais e bancos, indica possível fluxo direcionado a setores sensíveis a juros e commodities. Volumes em ETFs como IBOV11 — ver dados atuais e SMAL11 — ver dados atuais reforçam interesse em exposição ampla ao índice.

Em BDRs, o volume em ROXO34 — ver dados atuais e AURA33 — ver dados atuais sugere atenção a empresas com exposição internacional ou crescimento recente. Movimentos em FIIs de alto beta como HIGH11 — ver dados atuais podem refletir busca por retorno em cenário de volatilidade reduzida.

Com a retomada das negociações em 13/10/2026, observar a continuidade desses fluxos, especialmente em ativos com alta amplitude e liquidez moderada, será relevante para avaliar a persistência dos sinais observados na sessão de referência.

Fontes consultadas