O pregão de 30/10/2026 na B3, com data de referência dos dados do snapshot, mostrou movimentos distintos entre classes de ativos. Ações, fundos imobiliários (FIIs) e Brazilian Depositary Receipts (BDRs) apresentaram diferenças em direção predominante, amplitude de variações e níveis de liquidez, em sessão marcada por volatilidade e contexto de reprecificação de ativos após eventos políticos recentes.

Principais ativos por classe no fechamento de referência dos dados do snapshot (30/10/2026)
ClasseTickerFechamento (R$)Variação (%)Volume (R$)
Ações - AltaFASA3R$ 0,2938,10%R$ 54,61
Ações - BaixaGEPA4 — ver dados atuaisR$ 30,60-12,57%R$ 590,58
Ações - VolumePETR4 — ver dados atuaisR$ 52,710,98%3.252.897.501
FIIs - AltaARTE11R$ 6,509,43%R$ 140,50
FIIs - BaixaRBFY11R$ 59,93-19,01%R$ 527,32
FIIs - VolumeIBOV11 — ver dados atuaisR$ 167.938,00-0,81%60.299.986.218
BDRs - AltaF1MC34R$ 16,3432,41%R$ 53,11
BDRs - BaixaC2OU34R$ 9,86-22,55%R$ 26,73
BDRs - VolumeMELI34 — ver dados atuaisR$ 74,10-0,20%268.170.197

Maiores altas: amplitude maior em BDRs e ações

Entre as ações, FASA3 liderou com alta de 38,10% a R$ 0,29, seguida por AZEV3 — ver dados atuais (+15,52% a R$ 10,27) e RANI3 — ver dados atuais (+9,52% a R$ 7,59). Os ganhos concentraram-se em papéis de menor liquidez, com volumes abaixo de R$ 20 milhões na maioria dos casos.

Nos FIIs, ARTE11 subiu 9,43% a R$ 6,50 e JFLL11 — ver dados atuais avançou 7,46% a R$ 49,99, com volumes modestos. BRZP11 — ver dados atuais e URHF11 — ver dados atuais também figuraram entre os destaques positivos.

Nos BDRs, a amplitude foi superior: F1MC34 saltou 32,41% a R$ 16,34 e S1YM34 ganhou 22,91% a R$ 159,15. Os ganhadores de BDRs registraram volumes variados, com alguns acima de R$ 100 mil.

Maiores baixas: quedas acentuadas em todas as classes

Nas ações, GEPA4 — ver dados atuais recuou 12,57% a R$ 30,60, AZUL97 caiu 12,17% a R$ 1,01 e USIM3 — ver dados atuais perdeu 9,48% a R$ 4,87. CSNA3 — ver dados atuais e USIM5 — ver dados atuais também registraram quedas superiores a 8%, com volumes elevados em siderúrgicas.

Nos FIIs, RBFY11 liderou as perdas com -19,01% a R$ 59,93, seguido por ITIT11 — ver dados atuais (-6,64% a R$ 55,55) e XBCI11 (-6,24% a R$ 91,31). CHIP11 — ver dados atuais e RARA11 também cederam mais de 6%.

Em BDRs, C2OU34 caiu 22,55% a R$ 9,86, S2FM34 recuou 21,10% a R$ 86,00 e ITLC34 — ver dados atuais perdeu 15,29% a R$ 58,87. AURA33 — ver dados atuais e QCOM34 — ver dados atuais completaram o grupo de maiores baixas, com volumes significativos em alguns casos.

Ativos mais negociados: liquidez concentrada em blue chips e ETFs

Nas ações, PETR4 — ver dados atuais liderou com volume de R$ 3,25 bilhões, seguido por VALE3 — ver dados atuais (R$ 2,16 bilhões) e ITUB4 — ver dados atuais (R$ 1,98 bilhão). B3SA3 e BBDC4 — ver dados atuais também superaram R$ 1 bilhão em negociações.

Nos FIIs, IBOV11 — ver dados atuais registrou volume superior a R$ 60 bilhões, BOVA11 — ver dados atuais alcançou R$ 1,59 bilhão e BPAC11 — ver dados atuais R$ 1,54 bilhão, destacando a preferência por ETFs de índice.

Em BDRs, MELI34 — ver dados atuais negociou R$ 268 milhões, AURA33 — ver dados atuais R$ 175 milhões e JBSS32 R$ 168 milhões, com ROXO34 — ver dados atuais e GOGL34 — ver dados atuais também apresentando liquidez relevante.

Comparação entre classes: direção, amplitude e liquidez

Ações e BDRs mostraram maior amplitude de variações, com altas acima de 30% e quedas superiores a 20% em alguns papéis, enquanto FIIs apresentaram movimentos mais moderados. A direção foi predominantemente negativa no índice amplo, mas com bolsões de alta em todas as classes.

Liquidez concentrou-se em ativos de grande porte e ETFs, contrastando com volumes baixos em muitos gainers e losers de menor porte. BDRs exibiram volatilidade elevada, possivelmente refletindo ajustes em ativos estrangeiros.

O contexto inclui feriado de Finados em 02/11/2026 e ajuste de horários de negociação a partir de 03/11/2026 para alinhamento com mercados internacionais, conforme comunicados da B3.

Contexto de mercado e riscos a considerar

O Ibovespa encerrou em queda próxima a 0,8%, em linha com reprecificação de ativos em ambiente de incertezas fiscais e externas. Volumes totais indicam participação ativa de investidores institucionais em papéis líquidos.

Riscos incluem volatilidade decorrente de eventos geopolíticos, variações cambiais e mudanças em políticas econômicas. A análise baseia-se exclusivamente em dados do snapshot e fatos públicos das últimas 48 horas, sem inferências causais definitivas.

Fontes consultadas